terça-feira, 18 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
LUZ ENTRE SOMBRAS ( MACHADO DE ASSIS )
LUZ ENTRE SOMBRA
Machado de Assis
Machado de Assis
É noite medonha e escura,
Muda como o passamento
Uma só no firmamento
Tremula estrela fulgura
Fala aos ecos da espessura
A chorosa harpa do vento
E n´um canto sonolento
Entre ás arvores murmura
Noite que assombra a memoria,
Noite que os medos convida,
Erma, triste,merencoria.
No entanto... minh´alma olvida
Dor que se transforma em glória,
Morte que se rompe em vida.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O LIVRO DA POESIA
POESIA DE : Antonio nobre.
ofereço esta poesia ao meu bisneto João Pedro
O SONO DE JOÃO
O João dorme ... ( ó Maria. Dize aquela cotovia
Que fale mais devagar: Não vá o João acordar...
--
Tem só um palmo de altura. E nem meio de largura
Para o amigo orangotango. O João seria um morango!
Podia engoli-lo um leão. Quando nasce! as pombas são
Um poucochinho maiores ... Mas os astros são menores!
João dorme ... Que regalo! Deixai-o dormir, deixai-o
Calai-vos, águas do moinho! Ó mar! fala mais baixinho
E tu mãe! e tu Maria! Pede aquela cotovia
Que fale mais devagar, não vá o João, acordar...
O João dorme, o inocente! Dorme dorme eternamente
Teu calmo sono profundo! Não acordes para o mundo
Pode levar-te a maré; Tu mal sabes o que isto é
Ó mãe canta-lhe a canção, Os versos do teu irmão
Na vida que a dor povoa, há só uma coisa boa
Que é dormir, dormir, dormir... tudo vai sem se sentir
Deixa-o dormir, até ser! Um velhinho... até morrer
E tu velo-á crescendo A teu lado (estou o vendo
João! que rapaz tão lindo!) Mas sempre , sempre dormindo...
Depois um dia virá Que (dormindo) passará
Do berço, onde agora dorme, para outro, grande, enorme
E as pombas que eram maiores que João ... ficarão menores
Mas para isso ó Maria! Dize aquela cotovia
Que fale mais devagar; não vá o João acordar
E os anos irão passando, Depois, já velhinho, quando
(Seras velhinha também) Perder a cor que, hoje, tem,
Perder as cores vermelhas , e for cheiinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir, Isto é, deixa de dormir;
Acorda e regressa ao seio. De Deus, que é d´onde ele veio...
Mas para isso, ó Maria! Pede aquela cotovia
Que fale mais devagar; Não vá o João, acordar...
ofereço esta poesia ao meu bisneto João Pedro
O SONO DE JOÃO
O João dorme ... ( ó Maria. Dize aquela cotovia
Que fale mais devagar: Não vá o João acordar...
--
Tem só um palmo de altura. E nem meio de largura
Para o amigo orangotango. O João seria um morango!
Podia engoli-lo um leão. Quando nasce! as pombas são
Um poucochinho maiores ... Mas os astros são menores!
João dorme ... Que regalo! Deixai-o dormir, deixai-o
Calai-vos, águas do moinho! Ó mar! fala mais baixinho
E tu mãe! e tu Maria! Pede aquela cotovia
Que fale mais devagar, não vá o João, acordar...
O João dorme, o inocente! Dorme dorme eternamente
Teu calmo sono profundo! Não acordes para o mundo
Pode levar-te a maré; Tu mal sabes o que isto é
Ó mãe canta-lhe a canção, Os versos do teu irmão
Na vida que a dor povoa, há só uma coisa boa
Que é dormir, dormir, dormir... tudo vai sem se sentir
Deixa-o dormir, até ser! Um velhinho... até morrer
E tu velo-á crescendo A teu lado (estou o vendo
João! que rapaz tão lindo!) Mas sempre , sempre dormindo...
Depois um dia virá Que (dormindo) passará
Do berço, onde agora dorme, para outro, grande, enorme
E as pombas que eram maiores que João ... ficarão menores
Mas para isso ó Maria! Dize aquela cotovia
Que fale mais devagar; não vá o João acordar
E os anos irão passando, Depois, já velhinho, quando
(Seras velhinha também) Perder a cor que, hoje, tem,
Perder as cores vermelhas , e for cheiinho de engelhas,
Morrerá sem o sentir, Isto é, deixa de dormir;
Acorda e regressa ao seio. De Deus, que é d´onde ele veio...
Mas para isso, ó Maria! Pede aquela cotovia
Que fale mais devagar; Não vá o João, acordar...
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